24 de dezembro de 2011

Final de Ano


Almodóvar

Hoje assisti A Pele que Habito (La Piel que Habito). Um filme de terror, mas não daqueles que tem sustos e gritos, é um terror angustiante sabe? O terror e a violência não vem só dos atos, estão presentes nos próprios objetos, seja uma lâmina, um pano rasgado ou um rabo fálico de tigre. Eu poderia dizer que o Antonio Banderas é o Dr. Frankenstein. E nesse caso ele se "entrega" pro monstro que ele próprio criou. 

 Eu gostei e recomendo.

 

23 de dezembro de 2011

A mudança nossa de cada dia


Com o fim do ano aí chega a hora de fazer resoluções para o ano que vai começar. É a chance de redefinir prioridades, listar objetivos, sonhos e ambições.

Fazendo um balanço, 2011 foi um ano bom. 
Um ano que muitas coisas aconteceram, muitas mudanças. Mudei de emprego, mudei de endereço, emagreci, fiz muitos amigos, estreitei laços com alguns antigos. Conheci e me batizei na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Passei por fases boas, outras nem tão boas. Mas o importante é que sobrevivi e estou pronta pra outra.

2012 promete ainda mais mudanças legais. Pelo menos esses são os planos.
Muita gente tem medo do novo, medo de recomeçar. Eu não.
Claro que não sou nenhuma louca, pelo contrário, sou bastante cautelosa, mas não tenho problemas em mudar.

Às vezes é preciso mudar!
De vida, de estilo, de ideias, de marcas, de rotinas, de hábitos.
É importante nos reinventarmos todos os dias.
Gostar da novidade, dormir mais tarde, dormir mais cedo, quisá não dormir.

Tentar um novo lado, um novo jeito, um novo sabor.
Um novo prazer, uma nova vida.
Porque não?

Passear noutros lugares, apaixonar-se cada vez mais e de modos diferentes.
Porque não?

Procurar ser feliz, criativo, fazer uma viagem sem destino...
Experimentar coisas novas, trocar de novo e de novo e de novo.

Mudar.
Experimentar outra vez.
O mais importante é a mudança.

Quem se dá melhor não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças que a vida oferece.

Se as mudanças são boas ou ruins, quem decide somos nós. 
Tem aquela música que diz: "Depende de nós, Que o circo esteja armado, Que o palhaço esteja engraçado, Que o riso esteja no ar". 

A gente escolhe o jeito que vai encarar as coisas que acontecem.
Eu escolho ser feliz, e não preciso de muito pra isso!

Que venha 2012!

18 de dezembro de 2011

Every word

Tenho um testemunho  muito forte que, quando O procuramos, o Senhor nos ouve e nos responde.

"Ele escuta cada palavra que eu falo, Ele sabe exatamente como me sinto, e eu posso orar por respostas. Eu posso me voltar para Ele pela paz, ou só pra ser ouvido, e Ele escuta cada palavra" (tradução livre rs)

E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes-ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles.
Éter 12:27


17 de dezembro de 2011

"Ninguém é perfeito" #fato


Comecei a ler de forma despretensiosa, pensei que seria mais um daqueles romancezinhos agua com açúcar, tipo filme de sessão da tarde pra passar o tempo, mas me enganei.

Quando terminei de ler O Mundo Pós Aniversário da Lionel Shriver só consegui falar: "PQP!"

No livro, a autora nos conta a história de três pessoas comuns. Sim, pessoas tão humanas quanto nós. 
Irina McGovern casada com Lawrence Trainer e Ramsey Acton, amigo do casal.
Muita coisa mudou pós-aniversário de Ramsey. É nele que acontece o maior dilema da vida emocional de Irina: beijar ou não beijar outro homem?

E se?

Essa é a pergunta que a autora nos convida a responder. Aquele "e se" que existe em qualquer um de nós (quem nunca se perguntou isso?). As consequências que as nossas escolhas tem. Beijar ou não beijar. Trair ou não trair.

Eu não consegui ser contra ou a favor de alguém. Lionel não cria nem vilões nem heróis. Independente da escolha que fazemos, coisas boas e também coisas não tão boas acontecem. 

Independente do que escolhemos, sempre haverão altos e baixos. E nos momentos baixos, vamos nos perguntar e se...?
Uma coisa é certa, ninguém é perfeito. Nós escolhemos se vamos conseguir conviver com os defeitos do outro. No fundo todos precisamos ser cuidados, todos precisamos de carinho. Ás vezes isso é o que mais importa.

"- Não sei se algum dia admiti isso pra você com franqueza. Sempre quis que você me achasse ambiciosa... sabe, uma profissional séria e tudo mais. E eu gosto... ou gostava, e suponho que voltarei a gostar do que faço, e de tentar fazê-lo bem feito. Mas a verdade é que só existe uma coisa que eu realmente sempre quis, mais do que qualquer coisa, e não é o sucesso profissional. Eu poderia viver sem ele. A única coisa sem a qual eu não posso viver é um homem. Isso deve parecer pavoroso, dito assim, às claras! Mas correndo o risco de parecer idiota, eu queria um amor verdadeiro e duradouro. Acho que até envelhecer seria interessante, desde que eu pudesse fazê-lo ao lado de outra pessoa. Eu queria um companheiro. Talvez não até o último suspiro; alguém sempre tem que ir na frente. Mas pelo menos até os setenta e tantos anos, sabe? A questão é que... eu achava que essa era um ambição modesta. Achava que almejando tão pouco, eu teria uma chance de conseguir o que eu queria. E agora, mesmo com um objetivo tão mísero, fracassei. Eu suporto ficar sozinha, não me entenda mal. Fica tudo bem. Mas não achei que estivesse pedindo tanto, Lawrence, especialmente considerando que eu me dispunha a fazer um pacto com o universo, sacrificando tudo em nome disso: dinheiro, fama, prestígio, a salvação do mundo, a descoberta da cura do câncer. Por isso, eu me sinto lesada. Tudo o que eu pedia era para caminhar de mãos dadas rumo ao pôr do sol, e até isso me foi negado."
O Mundo Pós Aniversário - Página 539